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As marcas da masculinidade

Quando um rapaz se torna homem? A resposta a essa pergunta está muito além do aspecto biológico e da idade. Conforme definida na Bíblia, a masculinidade é uma realidade funcional, demonstrada no cumprimento, por parte do homem, de responsabilidade e liderança. Com isso em mente, gostaria de sugerir treze marcas da masculinidade bíblica. Chegar a essas qualidades vitais identifica o surgimento de um homem que demonstrará verdadeira masculinidade bíblica.

1. Maturidade espiritual suficiente para liderar uma esposa e filhos

A Bíblia é clara a respeito da responsabilidade do homem em exercer maturidade e liderança espiritual. De fato, essa maturidade espiritual demanda tempo para ser desenvolvida, bem como é um dom do Espírito Santo agindo na alma do crente. As disciplinas da vida cristã, incluindo a oração e estudo bíblico sério, estão entre os meios que Deus usa para moldar um rapaz em um homem e trazer maturidade espiritual à vida de alguém que tem a responsabilidade de guiar uma esposa e uma família. Esta liderança espiritual é central à visão cristã sobre o casamento e a família.

A liderança espiritual de um homem não é uma questão de poder ditatorial, e sim uma liderança e influência espiritual, firme e confiável. Um homem tem de estar pronto para liderar sua esposa e filhos de um modo que honre a Deus, demonstre piedade, inculque o caráter cristão e leve sua família a desejar a Cristo e a buscar a glória de Deus. A maturidade espiritual é uma marca da verdadeira masculinidade cristã; um homem espiritualmente imaturo é, pelo menos neste sentido crucial, apenas um rapaz no aspecto espiritual.

2. Maturidade pessoal suficiente para ser um marido e pai responsável

A verdadeira masculinidade não é uma questão de exibir características supostamente masculinas destituídas do contexto de responsabilidade. Na Bíblia, um homem é chamado a cumprir seu papel de marido e pai. A menos que ele tenha o dom de celibato para o serviço do evangelho, o rapaz cristão deve almejar o casamento e a paternidade. Essa é, com certeza, uma afirmação contrária à nossa cultura, mas o papel de marido e pai é essencial à masculinidade. O casamento é incomparável em seus efeitos sobre o homem, visto que canaliza suas energias e direciona suas responsabilidades à consagrada aliança do casamento e à educação amorosa da família. Os rapazes cristãos devem aspirar ser aquele tipo de homem com o qual uma moça cristã se casaria alegremente, a quem os filhos obedeceriam, confiariam e respeitariam.

3. Maturidade econômica suficiente para manter-se num emprego e lidar com o dinheiro

Os publicitários e os empresários sabem a que alvo devem direcionar suas mensagens — diretamente aos rapazes e adolescentes. Esse segmento específico da população é atraído por bens materiais, entretenimento popular, eventos esportivos e outras opções de consumo. O retrato da masculinidade juvenil tornado popular nos meios de comunicação e apresentado como normal por meio de entretenimentos é caracterizado por imprudência econômica, egoísmo e lazer.

Um verdadeiro homem sabe como segurar um emprego, lidar responsavelmente com o dinheiro e atender às necessidades de sua esposa e sua família. Não desenvolver maturidade econômica significa que os rapazes frequentemente pulam de um emprego a outro e levam anos para “se acharem” em termos de carreira e vocação. Novamente, a adolescência prolongada caracteriza grande segmento da população de rapazes em nossos dias. Um homem verdadeiro sabe como ganhar, administrar e respeitar o dinheiro. Um rapaz crente entende o perigo que existe no amor ao dinheiro e cumpre suas responsabilidades como um servo cristão.

4. Maturidade física suficiente para trabalhar e proteger a família

A menos que seja incapacitado ou enfermo, um rapaz precisa desenvolver uma maturidade física que, por meio de estatura e vigor, identificam uma masculinidade reconhecível. É claro que os homens atingem diferentes tamanhos e demonstram diferentes níveis de vigor físico, mas a maturidade é comum a todos os homens, pela qual um homem demonstra sua masculinidade em ações, confiança e força. Um homem tem de estar pronto a usar sua força física para proteger a esposa e os filhos e cumprir as tarefas que Deus lhe designou. Um rapaz tem de ser ensinado a canalizar seu desenvolvimento e porte físico a um compromisso pessoal de responsabilidade, reconhecendo que o vigor adulto tem de ser combinado com a responsabilidade de adulto e a verdadeira maturidade.

5. Maturidade sexual suficiente para casar e cumprir os propósitos de Deus

Mesmo quando a sociedade celebra o sexo em todas as formas e todas as idades, o verdadeiro homem cristão pratica a integridade sexual, evitando pornografia, fornicação e todas as formas de promiscuidade e corrupção sexual. Ele entende o perigo da lascívia, mas se regozija com a capacidade sexual e poder reprodutivo que Deus lhe deu, comprometendo-se com uma moça, ganhando o seu amor, confiança e admiração — e, eventualmente, sua mão em casamento. É crucial que os homens respeitem esse dom inefável e o protejam até que, no contexto de um casamento santo, sejam capazes de satisfazer esse dom, amem sua esposa e almejem os filhos, que são dons de Deus. A sexualidade masculina divorciada do contexto e da integridade do casamento é uma realidade explosiva e perigosa. O rapaz precisa entender, enquanto atravessa a puberdade e o despertamento da sexualidade, que ele é responsável para com Deus pela administração deste importante dom.

6. Maturidade moral suficiente para liderar como um exemplo de retidão

O padrão vulgar de comportamento dos rapazes é, em geral, caracterizado por negligência, irresponsabilidade e coisas piores. À medida que um rapaz se desenvolve até à masculinidade, ele tem de desenvolver maturidade moral, enquanto aspira a retidão, o aprender a pensar como um cristão, agir como um cristão e mostrar aos outros como fazer isso.

O homem cristão deve ser um exemplo para os outros, ensinando tanto por preceito como por exemplo. É claro que isso exige o exercício de raciocínio moral responsável. A verdadeira educação moral começa com um entendimento claro dos padrões morais e deve mover-se a um nível de raciocínio moral mais elevado, pelo qual um rapaz aprende como os princípios bíblicos são transformados em viver piedoso e como os desafios morais de seus dias devem ser confrontados com as verdades reveladas na infalível e inerrante Palavra de Deus.

7. Maturidade ética suficiente para tomar decisões responsáveis

Ser um homem implica tomar decisões. Um das tarefas mais fundamentais da liderança é decidir. O estado de indecisão de muitos homens contemporâneos é a evidência de uma masculinidade atrofiada. É claro que um homem não se precipita a tomar uma decisão sem refletir, considerar e ter cuidado, mas ele se expõe a um risco, ao tomar uma decisão — e ao torná-la permanente. Isso exige uma responsabilidade moral que se estenda à tomada de decisões éticas e maduras, que glorifiquem a Deus, sejam fiéis à Palavra de Deus e estejam abertas ao escrutínio moral.

Um verdadeiro homem sabe como tomar uma decisão e viver com suas consequências — embora isso signifique que, mais tarde, ele terá de reconhecer que aprendeu por tomar uma decisão errada e por fazer a correção apropriada.

8. Maturidade de percepção do mundo suficiente para entender o que é realmente importante

Uma inversão de valores caracteriza nossa era pós-moderna, e a situação desagradável da masculinidade moderna se torna mais apavorante pelo fato de que muitos homens não têm a capacidade de desenvolver uma percepção de mundo consistente. Para o crente, isso é duplamente trágico, pois nosso discipulado cristão tem de ser demonstrado no desenvolvimento de uma mente cristã.

O cristão tem de entender como interpretar e avaliar as questões pelo espectro dos campos da política, economia, moralidade, entretenimento, educação e uma lista aparentemente interminável de outros campos. A ausência de um raciocínio bíblico e consistente da percepção do mundo é uma característica fundamental da imaturidade espiritual. Um rapaz tem de aprender como traduzir a verdade cristã em uma maneira de pensar genuinamente cristã. Precisa aprender a defender a verdade bíblica perante seus colegas e em público; e deve adquirir a habilidade de estender sua maneira de pensar bíblica, fundamentada em princípios bíblicos, a todas as áreas da vida.

9. Maturidade relacional suficiente para entender e respeitar os outros

Os psicólogos agora falam sobre a “inteligência emocional” como um fato importante no desenvolvimento pessoal. Embora o mundo tenha dado muita atenção ao QI, a inteligência emocional é tão importante como aquele. Os indivíduos que não têm a habilidade de relacionar-se com os outros estão destinados a fracassarem diante dos mais significativos desafios da vida e não cumprirão algumas de suas mais importantes responsabilidades e papéis.

Por natureza, muitos rapazes são direcionados por seu interior. Enquanto as moças aprendem a interpretar os sinais emocionais e se conectam, muitos rapazes não possuem essa capacidade e, aparentemente, não entendem a ausência dessa habilidade. Embora o homem tenha de demonstrar força emocional, constância e firmeza, ele tem de aprender a se relacionar com sua esposa, filhos, colegas e muitos outros, de uma maneira que demonstre respeito, entendimento e empatia apropriada. Ele não aprende isso jogando videogames e entrando no mundo pessoal, o que muitos rapazes adolescentes fazem.

10. Maturidade social suficiente para fazer contribuições à sociedade

O lar é o lugar essencial e a ênfase inescapável da responsabilidade de um homem, mas ele é chamado a sair do lar para ir ao mundo, o mundo amplo, como uma testemunha e como alguém que dará uma contribuição ao bem comum. Deus criou os seres humanos como criaturas sociais e, ainda que nossa cidadania final esteja no céu, temos de cumprir nossa cidadania na terra.

Um rapaz tem de aprender a cumprir uma responsabilidade política como cidadão e uma responsabilidade moral como membro de uma comunidade. O homem crente tem uma responsabilidade civilizacional, e os rapazes devem aprender a se verem como formadores da sociedade, visto que a igreja é identificada pelo Senhor como luz e sal. De modo semelhante, um homem crente tem de aprender a se relacionar com os incrédulos, como testemunha e como cidadãos de uma pátria terrestre.

11. Maturidade verbal suficiente para se comunicar e falar como homem

Um homem tem de ser capaz de falar, ser entendido e se comunicar de um modo que honre a Deus e transmita a verdade de Deus aos outros. Além do contexto da conversa, o rapaz deve aprender a falar diante de grandes grupos, vencendo a timidez natural e o temor que resulta de ver um grande número de pessoas e abrindo a boca e projetando palavras.

Embora nem todos os homens se tornarão oradores públicos, cada homem deveria ter a habilidade de levantar-se, formular suas palavras e argumentar quando a verdade está sob ataque e quando a fé e a convicção têm de ser traduzidas em argumentos.

12. Maturidade de caráter suficiente para demonstrar coragem em meio ao fogo

A literatura sobre masculinidade está repleta de histórias de coragem, bravura e audácia. Pelo menos, é assim que ela costumava ser. Ora, estando a masculinidade tanto banalizada como marginalizada pelas elites culturais, e existindo subversão ideológica e confusão proveniente dos meios de comunicação, temos de recapturar um compromisso com a coragem, compromisso esse que é transportados aos desafios da vida real enfrentados pelo homem cristão.

Às vezes, a qualidade de coragem é demonstrada quando um homem arrisca sua própria vida para defender outros, especialmente sua esposa e filhos, mas também qualquer pessoa que necessita de resgate. Com muita frequência, a coragem é demonstrada em tomar uma posição em meio ao fogo hostil, recusando-se a sucumbir à tentação do silêncio e permanecendo como um exemplo e modelo para os outros, que assim serão encorajados a se manterem firmes em sua própria posição.

Nestes dias, a masculinidade bíblica exige muita coragem. As ideologias prevalecentes e as cosmovisões desta era são inerentemente hostis à verdade cristã e corrosivas à fidelidade cristã. Um rapaz precisa ter muita coragem para se comprometer com a pureza sexual, e um homem, para se dedicar exclusivamente à sua esposa. É necessário grande coragem para dizer não àquilo que esta cultura insiste serem os prazeres e deleites legítimos da carne. É necessário muita coragem para manter integridade pessoal em um mundo que desvaloriza a verdade, menospreza a Palavra de Deus e promete auto-realização e felicidade somente pela asseveração da absoluta autonomia pessoal.

A verdadeira confiança de um homem está arraigada nas fontes da coragem, e esta é evidência de caráter. Em última análise, o caráter de um homem é revelado no crisol dos desafios diários. Para a maioria dos homens, a vida também traz momentos em que coragem extraordinária será exigida, se ele tem de permanecer fiel e verdadeiro.

13. Masculinidade bíblica suficiente para exercer algum nível de liderança na igreja

Uma consideração mais atenta de algumas igrejas revelará que um dos problemas centrais é a falta de maturidade bíblica entre os homens da congregação e a falta de conhecimento bíblico, o que torna os homens mal equipados e completamente despreparados para exercer liderança espiritual.

Os rapazes têm de familiarizar-se com o texto bíblico e sentir-se à vontade no estudo da Palavra de Deus. Precisam estar prontos a assumir seu lugar como líderes na igreja local. Deus estabeleceu oficiais específicos para a sua igreja — homens que são dotados e chamados publicamente —, por isso, todo homem crente deveria cumprir alguma responsabilidade de liderança na vida da igreja local.

Para alguns homens, isso pode significar um papel de liderança menos público do que o de outros. Em qualquer caso, um homem dever ser capaz de ensinar alguém e liderar algum ministério, transformando seu discipulado pessoal na realização de uma vocação santa. Há um papel de liderança para todo homem, em toda igreja, quer seja uma liderança pública ou privada, pequena ou grande, oficial ou extra-oficial. Um homem deve saber como orar diante dos outros, apresentar o evangelho e ocupar um lugar vazio quando a necessidade de liderança é evidente.


Albert Mohler Jr.

Novembro Azul – Mês de combate ao câncer de próstata

O mês de Novembro chegou e um movimento recente, mas muito importante, ganha destaque: o Novembro Azul.

O movimento surgiu em 2003, na Austrália, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado em 17 de novembro. Aqui no Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, com o objetivo de eliminar o preconceito masculino de ir ao médico fazer o exame de toque.

O câncer de próstata é um dos cânceres mais frequentes no sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele.

Estatísticas apontam que a cada seis homens, um é portador da doença. Em 2014, cerca de 69 mil novos casos foram diagnosticados, ou seja, a descoberta de um caso a cada 7,6 minutos.

Na fase inicial da doença, quando as chances de cura são maiores, não há qualquer sintoma. Quando diagnosticada precocemente, as chances de cura da doença são de, aproximadamente, 90%.

Depois do aparecimento dos sintomas, mais de 95% dos casos de câncer de próstata já se encontram em fase avançada.

Como detectar o câncer de próstata?

Através de exames periódicos de toque e dosagens de PSA.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir de 50 anos procurem seu urologista para a realização da avaliação. Aqueles com maior risco da doença (histórico familiar e raça negra) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos.

A prática regular dos exames está relacionada à diminuição de cerca de 21% na mortalidade pela doença.

Fique atento e cuide-se, e para você não esquecer, vamos dar uma mãozinha, durante todo o mês de Novembro nossa página ficará azul para lembrar nossos visitantes de fazer o exame!

Áreas de Tentação – Como Obter a Vitória

Vamos ver as áreas nas quais Jesus foi tentado, assim como no seu método para obter a vitória.  Eles são completamente aplicáveis a nós.

PRESERVAÇÃO – Lc 4.3

Temos um desejo interior de nos darmos bem na vida, de sobrevivermos. Temos necessidades. O Diabo pede a Jesus (tenta-o) que use seu poder divino, transforme as pedras em pães. Cristo está com fome e ele tem o poder de mudar as coisas. Mas ele assumira um compromisso que impedia a autossuficiência e o processo independente de tomada de decisão.  Ele tinha uma parceria com Deus Pai.  Ele concordara em seguir a liderança do Pai. Ele não tinha permissão do Pai, além de que a tentação também era uma sutil insinuação de que seu Pai não estava tomando conta dele direito e estava indiferente nessa situação em particular.  Jesus se recusaria a aceitar isso.

Ele concordara em vir à terra para representar os interesses do Pai e estar em completa submissão à sua autoridade, ao seu plano e à sua agenda.  Jo 5.30 – Jo 6.38

Cristo seria o redentor de toda a humanidade. Aqui ele validaria seu direito a ser o Senhor da criação e o Rei entronizado – mas faria isso da maneira do Pai e somente conforme o poder do Espírito Santo o capacitasse.O teste não girava em torno de uma simples refeição, mas sobre quem estava no controle de sua vida. “O que o Pai celestial quer da minha vida neste momento?

Ele é capaz de me sustentar de maneira plena, especialmente quando as coisas parecem tão desanimadoras?” Esse é o teste da preservação. Todos nós vamos enfrentar a mesma decisão. Temos uma ALIANÇA com Deus para seguir sua liderança. Ele prometeu cuidar de nós  e devemos confiar que Deus vai nos sustentar.  Mt 6.33

POSSES – Lc 4.6-8

O Diabo pediu a Jesus que, em vez de adorar a Deus, adorasse a ele.  O Diabo ofereceu um substituto para o plano do Pai, ou seja, de Jesus herdar o Reino.  Em vez de seguir pela avenida de um redentor sofredor, Satanás ofereceu a Jesus uma alternativa mais fácil e conveniente: simplesmente adorá-lo em rebeldia a Deus.  Jesus poderia conseguir o seu Reino sem qualquer dificuldade; ele só tinha que negar sua própria identidade e desviar o alvo de sua lealdade, não servindo mais ao Deus Criador e sim ao Diabo criado e corrompido.

Quem entre nós não fez uma coisa errada para obter alguma vantagem temporária, alguma posse material ou uma posição? Para alguns, é roubar; para outros, é mentir.

Alguns trabalham demais, ignorando esposa e filhos, para ganhar aquele pequeno extra com o objetivo de comprar algum  produto.

ADORAR – É atribuir nossa mais elevada admiração, respeito e lealdade a uma coisa e subjugar todos os sentimentos, ações e pensamentos à sua perspectiva, então negar essa perspectiva é redirecionar alguma medida de adoração. Quando desobedecemos a Palavra para obtermos coisas deixamos de adorar a Deus e adoramos outra coisa. Precisamos conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la à nossa vida de maneira consistente.

PRESUNÇÃO – Lc 4.9-11

O Diabo desafia Jesus a fazer uma coisa arriscada: pular do alto do templo para provar que a Palavra de Deus funciona. O Diabo aplicou a Escritura de maneira errada, mas Jesus notou o erro. Deus diz que vai nos proteger, mas não diz que vai limitar as consequências de nossas ações quando elas violam uma verdade revelada. Satanás omite “…em todos os teus caminhos.” – Sl 91.11

Pulamos de prédios – sem paraquedas – quando entramos em compromissos financeiros dos quais realmente não podemos dar conta. Às vezes o risco está nos relacionamentos que mantemos, crendo que podemos nos apegar a pessoas erradas e ir aos lugares errados e isso, por fim, não vai nos afetar.

Deus nos deu sua Palavra e também dará avisos por meio de seu Espírito durante todo o processo de tomada de decisão, bem como uma rota segura de escape. Is 30.21. Ele, porém, não nos resgata de decisões erradas ou de suas consequências até que tenhamos aprendido bem nossa lição: viver apenas de acordo com sua Palavra. Mt 4.4

Jesus passou por todas as provas e, agora, seu direito moral de nos conduzir foi validado e fortalecido.

Somos assolados por várias tentações todos os dias. Alguns dias são piores que outros, mas toda tentação à qual cedemos nos enfraquece um pouco mais, enquanto que toda tentação que vencemos nos fortalece.

Queremos ser lembrados por vencer a tentação e viver acima da mediocridade moral da nossa geração.

Temos que ser vigilantes para superar as seduções de nosso mundo permissivo e os desejos inerentes à nossa natureza pecaminosa.

Devemos aprender a reconhecer a realidade e as estratégias do Diabo e a sermos cuidadosos com nossos apetites, especialmente nos momentos de escassez.

Precisamos ser estudiosos da Palavra, de modo que possamos tanto conhecer quanto usar a verdade de Deus para nos guiar por meio do deserto das influências que competem em nossa vida.

Então, Deus será a verdadeira fonte de nossa segurança à medida que lutamos com as questões da preservação, das posses e da presunção.

Cristão Bíblico ou Cristão Cultural?

Surgiu toda uma geração de cristãos que acreditam ser possível “aceitar” a Cristo sem renunciar o mundo. A. W. Tozer
Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Tiago 1:23-24

Nosso padrão de vida material está alto, mas será que realmente melhoramos de situação? Muitos homens percebem que algo não vai bem em suas vidas, mas não conseguem determinar com clareza o problema. Permanece a sensação estranha de que talvez estejam na corrida errada. Sabem que são financeiramente mais bem-sucedidos que seus pais, mas desconfiam de que podem não estar melhor de vida, O que está realmente acontecendo?

Aproximadamente quarenta anos de consumismo e influência da mídia causaram uma mudança básica nos valores. De maneira geral, vivemos numa cultura dominada pelo conceito de vida secular.
Dois Valores Empobrecidos

O Dr. Francis Schaeffer, em seu livro How Should We Then Live? (Como Devemos Então Viver?), publicado em 1976, observou como as mudanças na arte, na música, no drama, na teologia e na mídia popular afetaram negativarnente os nossos valores.

O Dr. Schaeffer salientou que a maioria das pessoas adotou dois valores empobrecidos; paz pessoal e riqueza. Sua análise perspicaz foi adotada imediatamente como um conceito de consenso porque soava, e soa como verdade. Eis aqui as duas definições práticas que ele dá desses dois valores:

Paz pessoal significa apenas ser deixado em paz, não ficar preocupado com as preocupações das outras pessoas, quer elas estejam do outro lado do mundo, ou do outro lado da cidade — viver a própria vida com possibilidades mínimas de ser incomodado pessoalmente.

Paz pessoal significa querer ter um padrão pessoal de vida sem perturbação durante o tempo em que eu viver, independente dc qual venha à ser o resultado no decorrer das vidas dos meus filhos e netos.

Riqueza significa uma prosperidade esmagadora e cada vez maior — uma vida composta dc coisas, coisas e mais coisas — um sucesso julgado por um nível cada vez mais elevado de abundância material.

Podemos perceber a veracidade das observações do Dr. Schaeffer. Elas nos fornecem uma estrutura que ajuda a explicar muito do que vemos acontecendo no mundo que nos cerca.

Somos atraídos a esses dois valores ao adotarmos o estilo de vida criado pelo mundo, pela mídia.
Um Terceiro Valor Empobrecido

Nas últimos anos tornou-se aceitável  ser conhecido como cristão — ser nascido de novo.

Mas à  medida que se tornou aprovado — até mesmo popular — ser cristão, o preço de se identificar como cristão caiu. Em outras palavras, o risco de ostracismo e o medo de ser taxado de fanático diminuiu, por isso as pessoas podiam identificar-se como “cristãs” com um nível relativamente baixo de risco pessoal. Daí mais e mais pessoas aderirem porque o preço estava mais baixo. Poderíamos dizer que a procura era elástica, baseada no preço.

Mais de 50% das pessoas  acreditam que a religião pode resolver todos ou quase todos os problemas de hoje — muito animador. Muitos  registraram-se como membros de igreja. Hoje no Brasil somos aproximadamente 40 milhões de cristãos.

Aqui está a questão: Se somos quase 40 milhões de cristãos, por que isso não causou maior impacto em nossa sociedade?

A triste realidade é que as alegações de compromisso religioso são numerosas, mas o impacto está menor do que nunca. No exato momento em que os cristãos saíram “às claras”, nossa cultura afundou num esgoto moral.
Como explicar esse fenômeno?

O infeliz resultado dessa popularidade do cristianismo é que um terceiro valor empobrecido evoluiu: o cristianismo cultural. Podemos defini-lo da seguinte forma:

Cristianismo cultural significa buscar o Deus que queremos em vez do Deus que Ele é.

É a tendência à superficialidade em nossa compreensão de Deus, desejando que ele seja mais do tipo vovô bonzinho que nos mima e nos deixa fazer o que queremos.

É sentir uma necessidade de Deus, mas dentro das condições por nós estabelecidas.

É desejar o Deus que sublinhamos em nossas Bíblias sem querer também o restante dele.

É o Deus relativo em vez do Deus absoluto.

Cristianismo cultural é cristianismo tornado impotente.

É cristianismo com pouco ou nenhum impacto sobre os valores e crenças de nossa sociedade. Quando o conceito de vida secular é incorporado ao conceito de vida cristão, nenhum dos dois sobrevive

O cristianismo cultural requer que Deus nos conceda paz pessoal e riqueza para provar que ele nos ama.

É o Deus amor, mas não o Deus santo. Na realidade, Deus nos ama tanto que limpará o cristianismo cultural de nossas vidas, assim como o ourives purifica a prata queimando a impureza.

Como os brinquedos mutáveis com que as crianças brincam, freqüentemente queremos que Deus seja ajustável — que se adapte aos nossos caprichos em vez de nós nos adaptarmos a Ele.

Olhe por um momento o seu estilo de vida.

Até que ponto você acha que esses três valores — paz pessoal, riqueza e cristianismo cultural — descrevem sua própria vida?

Qual tem sido o resultado desse cristianismo cultural, adaptável, em sua vida?