Ser cristão

Um dos maiores desafios que encontramos na vida é manter um equilíbrio adequando às prioridades. Todos nós precisamos desenvolver vários papeis, pai, mãe, cônjuge, profissional, etc. Acima de tudo isso ainda ser um cristão relevante para a sociedade onde cada está inserido.

De que maneira podemos desempenhar cada um desses papeis sem sacrificar o outro?

Pazes com o passado

Ninguém deseja um cristianismo frio, triste, intelectualizado. Mas será que isso significa que temos que evitar a todo custo o “intelectualismo”?

Não é a experiência o que realmente importa, e não a doutrina? Muitos estudantes fecham suas mentes ao fecharem seus livros, convencidos de que ao intelecto compete apenas um papel secundário. Até que ponto têm eles razão? Qual é o lugar da mente na vida do cristão iluminado pelo Espírito Santo?

Tais perguntas são de vital importância e afetam todos os aspectos de nossa fé. Por exemplo, até que ponto devemos apelar à razão das pessoas em nossa apresentação do evangelho? A “fé” implica em algo completamente irracional? O senso comum tem algum papel a desempenhar na conduta do cristão?

O uso da mente é de fundamental importância para o cristão, mas como se aplica em aspectos práticos da vida?

O que Paulo escreveu acerca acerca dos judeus não crentes de seu tempo, e creio, com respeito a alguns crentes de hoje: “Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento”. Muitos têm zelo sem conhecimento, entusiasmo sem esclarecimento. Em outras palavras, são inteligentes, mas faltam-lhes orientação. Dou graças a Deus pelo zelo. Que jamais o
conhecimento sem zelo tome o lugar do zelo sem conhecimento!

É propósito de Deus inclui os dois: o zelo dirigido pelo conhecimento, e o conhecimento inflamado pelo zelo. O espírito de anti-intelectualismo é corrente hoje em dia. No mundo moderno multiplicam-se os pragmatistas, para os quais a primeira pergunta acerca de qualquer ideia não é: “É verdade?” mas sim: “Será que funciona?”. Os Jovens têm a tendência de ser ativistas, dedicados na defesa de uma causa, todavia nem sempre verificam com cuidado se sua causa é um fim digno de sua dedicação, ou se o modo como procedem é o melhor meio para alcançá-lo.

Este mesmo espectro de anti-intelectualismo surge frequentemente para perturbar a Igreja cristã. Considera a teologia com desprazer e desconfiança. Vou dar alguns exemplos: Os católicos quase sempre têm dado uma grande ênfase no ritual e na sua conduta. Isso tem sido, pelo menos, uma das características tradicionais do catolicismo, embora muitos católicos contemporâneos (influenciados pelo movimento litúrgico) prefiram o ritual simples, para não dizer o austero. Observe-se que o cerimonial aparente não deve ser
desprezado quando se trata de uma expressão clara e decorosa da verdade bíblica. O perigo do ritual é que facilmente se degenera em ritualismo, ou seja, numa mera celebração em que a cerimônia se torna um fim em si mesma, um substituto sem significado ao culto racional.

Há ainda grupos de cristãos evangélicos, muitos dos quais fazem da experiência o principal critério da verdade. Pondo de lado a questão da validade do que buscam e declaram, uma das características mais séria, de pelo menos alguns neo-pentecostais, é o seu declarado anti-intelectualismo.

O cristianismo é mais que tudo isso, é necessário repensar o que estamos fazendo que o Cristiano. O convite é a partir de hoje iniciarmos uma nova série de mensagens onde o foco é rever nossos (e não a bíblia) conceito de CRISTIANISMO.