Não havia lugar para Jesus

Maria estava grávida pelo Espírito Santo e prestes a dar à luz a seu filho primogênito. Ele deveria receber o nome de Jesus, pois salvaria o seu povo de seus pecados. José, cumprindo ordem do imperador, precisa sair da Galiléia, rumo à Judeia para alistar. Quando José e Maria chegaram de Nazaré a Belém não havia lugar para eles nas estalagens. As pensões estavam todas ocupadas. As casas todas indisponíveis. Sem lugar para Jesus nascer, o casal não teve outra opção senão ir para uma Manjedoura, lugar onde os animais se alimentavam e eram recolhidos do frio da noite. O Filho de Deus, não encontrou lugar para nascer entre o homens e foi nascer entre os animais. Uma vez que era o Cordeiro de Deus, Jesus nasceu numa estrebaria, foi enfaixado em panos e colocado numa manjedoura. O criador do universo, o Verbo que se fez carne, o Salvador do mundo nasceu não num berço de ouro, mas no mais humilde dos berços. Sendo rico se fez pobre, sendo eterno entrou no tempo, sendo infinito foi enfaixado em panos, sendo o Rei da glória, se fez servo. Oh, imenso amor, incomensurável amor, eterno amor!

Dois mil anos se passaram e ainda hoje, as cidades, os campos, os homens estão cheios demais, ocupados demais para receberem Jesus. Não há lugar para Jesus nos corações. Os homens estão agitados demais, correndo demais, preocupados demais, aflitos demais. Eles não têm para Jesus. O Natal chegou mais uma vez. As ruas estão enfeitadas e multicoloridas. As lojas adornadas para atrair os consumidores. Os sinos repicam sua voz nas praças. Mas não há lugar para Jesus. Há lugar para o comércio. Há lugar para o lucro. Há lugar para os homens. Uns correm para presentear; outros buscam ser presenteados. Mas não há lugar para Jesus. Papai Noel, uma caricatura de piedoso Nicolau, bispo de Mira, na Turquia, tomou o lugar de Jesus. O Natal deveria nos remeter a Jesus, o Verbo de Deus que se fez carne, mas não é o nome de Jesus que aparece nas ruas, nas lojas, nas músicas, entre os homens.

As prefeituras municipais gastam milhões de reais para iluminar a cidade. O clima é de festa. As músicas enchem as praças. Há uma agitação nas famílias. É a corrida para se montar a árvore de Natal. É a busca intensa para gastar o décimo terceiro salário em presentes. É a corrida para se colocar à mesa os alimentos mais saborosos. Amigos e parentes se reúnem, comem, bebem, festejam, mas Jesus não é lembrado, seu nome não é exaltado. Aquele que é o dono da festa nem sequer foi convidado. Esse é um arremedo do verdadeiro Natal. É o Natal sem Jesus! É triste constatar que ainda não há lugar para Jesus.

Símbolos e mais símbolos foram agregados ao Natal. Presépio, árvore, guirlandas, sinos, pinheiros, mas nenhum deles está centrado na pessoa de Jesus. Somos criativos para fazer uma festa ao nosso gosto, uma festa que nos remete a nós mesmos. Mas, nessa festa não há lugar para Jesus. Ele é o grande ausente dessas celebrações que aquecem o comércio e reúnem as famílias e amigos.

Precisamos devolver o Natal ao seu verdadeiro dono. Precisamos recristianizar o Natal. Precisamos nos alegrar em conhecer o Filho de Deus, com grande e intenso júbilo. Precisamos adorar a Jesus como os magos do Oriente o fizeram, reconhecendo que ele é o Rei dos reis, que se fez servo; o grande Sumo Sacerdote, que ofereceu a si mesmo como o supremo sacrifício; o maior de todos os profetas, o conteúdo da própria mensagem da salvação. O verdadeiro Natal traz glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. Traz comunhão com Deus na história e bem-aventurança plena na eternidade.

Filho pródigo

A seqüência de parábolas narradas por Jesus, em Lc 15:3-32, talvez, sejam a melhor ilustração do perdão gracioso de Deus que salva pecadores. As três parábolas são: a ovelha perdida (vs. 3-7); a dracma perdida (vs. 8-10); e, por fim, o filho pródigo (vs. 11-32). Embora as três narrativas tenham uma trilogia de temas em comuns como “a perda”, “o encontro”, e “a alegria”, elas também possuem ênfases diferentes. O famoso exegeta judeu-cristão Alfred Edersheim observa que “na parábola do filho perdido o interesse principal centraliza-se em sua restauração. Não trata da tendência natural, nem do trabalho e o pó da casa como causa atribuída à perda, mas a livre decisão pessoal de um indivíduo. O filho não se perde e se extravia; não cai e se perde da vista, mas marcha voluntariamente, e sob circunstâncias agravantes” (La Vida y los Tiempos de Jesus el Messias,vol.2, CLIE, p.203). Em nenhum momento Cristo apresenta o filho pródigo como vítima, ou como produto do meio, mas é descrito como alguém que impiedosamente age contra o seu pai, que sem afetos abandona o seu lar, e que segue para uma terra distante para ser esquecido e esquecer as suas origens.

Nesta parábola temos três personagens. Não é correto pensarmos no filho pródigo como sendo o personagem principal. O pai amoroso e o filho mais velho não são secundários, mas partes de proporcional importância nesta narrativa, abordando aspectos diferentes da mesma situação. Mas, nos referiremos a ela como tradicionalmente se tem feito: a parábola do filho pródigo. Afinal, o pecado e a manifestação prática da graça é que são os verdadeiros temas centrais nesta história. William Barclay sugere que “seria melhor chamá-la de ‘parábola do pai amoroso’, porque nos fala mais do amor de um pai do que do pecado de um filho” (Lucas – El Nuevo Testamento Comentado, Ed. La Aurora, p.200). O filho mais novo é um jovem que perdeu a oportunidade de ser o filho prodígio para se tornar o pródigo. Uma família judia comum, como qualquer outra nos tempos de Jesus, foi usada para ilustrar como Deus age para restaurar um relacionamento seriamente prejudicado pelo pecado.

Esta parábola ilustra como o pecado é inerentemente sem sentido. Se tem um momento que a insensatez da iniquidade fica esclarecida, é quando tentamos entender o motivo de alguém que teria todos os benefícios simplesmente escolhendo praticar o amor, e insensivelmente prefere o desprezo, por causa, de algum pecado pessoal. O pecado faz com que filhos saiam de casa em inimizade. Por causa da dureza do coração vemos casais que inicialmente fizeram juras de amor, e viveram sublimes momentos de romance se separando com ferinas palavras de amargura. Continuar desejando fartar-se de comida podre enquanto poderia comer uma farta refeição. Preferir trabalhar para um estranho, em troca de comida, deixando de construir a própria herança com o pai. Consumir todos os bens, vivendo o hoje, e esquecendo que a vida toda se dependerá de sustento. Mas, além de insensato, o pecado também torna o indivíduo insensível. Neste caso, a maior evidência desta verdade é a insensibilidade com os próprios sentimentos, de modo, que o amor perde o seu brilho e alegria, tornando temporariamente ofuscado, sem valor e propósito. Simplesmente é loucura, mas isto é o que o pecado obscurecendo a mente produz: insensatez, insensibilidade e por fim, uma vida sem sentido.


Rev. Ewerton B. Tokashiki

Por que o céu é melhor?

O céu é um lugar preparado para pessoas preparadas. O céu é um lugar de bem aventurança eterna e um estado de felicidade eterna. O céu é a casa do Pai, o paraíso, o seio de Abraão, a Nova Jerusalém. O céu é o lugar onde está o trono de Deus e onde os salvos reinarão com Cristo pelos séculos sem fim. Destacaremos, agora, algumas razões pelas quais podemos afirmar categoricamente que o céu é melhor.

Em primeiro lugar, o céu é melhor porque lá não entrará pecado. O pecado que entrou no mundo trazendo a morte não entrará no céu. Nada contaminado entrará na Cidade Santa. No céu não haverá tristeza nem dor; não haverá choro nem pranto; não haverá doença nem luto. O pecado que tenazmente nos assedia agora, não desfilará mais no paraíso. Se fomos libertos da condenação do pecado na justificação e se estamos sendo libertos do poder do pecado na santificação, seremos libertos da presença do pecado na glorificação. O corpo de glória que receberemos, não estará mais poluído pelo pecado nem sujeito a ele.

Em segundo lugar, o céu é melhor porque lá não haverá mais despedida. A vida neste mundo é marcada por encontros e desencontros, alegrias e tristezas. Aqui celebramos o nascimento e choramos pela morte. Aqui, vemos nossos amigos e familiares sendo ceifados, deixando em nosso coração uma dor avassaladora. Aqui, choramos à beira da sepultura. Aqui, temos o coração rasgado pela saudade. Porém, no céu, não haverá mais despedida; não haverá mais adeus. Estaremos sempre juntos, sem rusgas nem mágoas, sem conflitos nem separações. Nossa comunhão será perfeita. Seremos uma só família, um só rebanho, uma só igreja.

Em terceiro lugar, o céu é melhor porque lá Deus vai enxugar dos nossos olhos toda lágrima. A vida aqui é marcada pela dor. O pecado trouxe sofrimento ao mundo. Choramos a dor das perdas, a dor da enfermidade e a dor do luto. Aqui, a mulher dá à luz com dores e o homem granjeia seu pão com o suor do rosto. Aqui, a terra produz espinhos que acicatam nossos pés. Aqui, choramos pelas nossas fraquezas e pelos nossos pecados. Choramos porque os homens escarnecem de Deus e zombam de sua lei. Choramos porque o mundo jaz no maligno. Porém, no céu, Deus vai enxugar dos nossos olhos toda a lágrima. O dor que nos assola o peito vai ser banida para sempre. O céu é lugar de gozo e paz, alegria e celebração.

Em quarto lugar, o céu é melhor porque lá veremos a Jesus face a face. No céu entraremos para a festa das bodas do Cordeiro. Essa festa será no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores roupas e com a melhores iguarias. Essa festa nunca vai acabar. Exaltaremos pelos séculos dos séculos aquele que nos remiu com seu sangue. Proclamaremos para sempre sua graça. Ergueremos nossa voz para dizer que nosso Deus é digno de receber a honra, a glória e o poder. Lá veremos a Jesus em toda a sua glória e fulgor. Contemplaremos sua face. Prostrar-nos-emos aos seus pés e depositaremos diante dele as nossas coroas!

Em quinto lugar, o céu é melhor porque lá serviremos a Deus com perfeição. O céu não será lugar de ócio. O céu será dinâmico e vibrante. Os servos de Deus o servirão. O céu será lugar de trabalho e realização. Aqui, nosso trabalho para Deus é imperfeito e incompleto. Aqui, nossas obras são maculadas pelo pecado e nossas justiças não passam de trapos. Porém, no céu nossas obras serão deleitosas ao Senhor. Nosso serviço será completo, perfeito e digno daquele nos amou e enviou-nos seu Filho para nos libertar do império das trevas e nos levar para o seu reino de luz. Diante do exposto, faço-lhe uma pergunta importante e urgente: Você já é um cidadão do céu? Está caminhando para o céu? Anseia pelo céu? Lembre-se: Jesus é a porta do céu e o caminho para o céu. Renda-se a ele, agora. Arrependa-se de seus pecados e creia no Filho de Deus. Então, venha e faça parte conosco dessa bendita família que vai morar no céu.


Rev. Hernandes Dias Lopes

Mosquitos e camelos

De acordo com Jesus, os fariseus de seu tempo eram guias cegos que coavam o mosquito, mas engoliam o camelo (Mt 23.24). Ao fazer essa declaração Jesus estava repetindo o que acabara de afirmar sobre o cuidado deles com as coisas menores, enquanto se esqueciam das mais importantes. Davam o dízimo da menta, do endro e do cominho, verdadeiras pragas em qualquer horta, mas ignoravam a justiça, a misericórdia e a fidelidade, desse modo coando um mosquito enquanto engoliam o camelo.

Precisamos conferir as prioridades e valores em nossas escolhas e posições. Não será difícil ficar com um pé no farisaísmo. Ou com os dois pés.

Lembro-me de um irmão de outras terras que nos visitou no Brasil. Era dezembro e ele ficou muito chocado por ver que enfeitamos nossos ambientes com árvores de Natal. Para ele, com suas origens pagãs esse símbolo não deveria ser adotado entre nós. Sua adoção – definiu ele sem concessões – era pecaminosa. Para ele não se tratava de uma questão de gosto ou preferência. O homem ficou ofendido com essa sombra de paganismo entre os crentes brasileiros. Algum tempo depois, tive o privilégio de encontrar esse irmão em seu próprio país e de participar de um jantar oferecido por ele. Grande anfitrião, assim que terminou de orar agradecendo a refeição ele nos informou que seria servido vinho, mas os que preferissem poderiam pedir cerveja. Alguns disseram fervorosamente amém. Outros concordariam que bebidas alcoólicas não são para o crente uma questão de preferência, em qualquer dosagem que seja. Isso não é coisa para cristãos, insistem. É pecado. Esses assim “escandalizados” ficarão ofendidos com o mundanismo dos “beberrões” e alguns deles só deixarão de lamentar essa falta grave quando estiverem no domingo à tarde assistindo pela televisão um jogo de futebol de seu time, numa flagrante quebra do Dia do Senhor. Exatamente. Temos entre nós também os que se lembram do caráter sagrado desse dia e ficarão ofendidos com essa violação, insistindo então que ela não configura apenas um jeito diferente de ser crente. É pecado mesmo.

A lista de ofensas e de reações a elas poderia continuar, mas que ninguém suponha estar eu a zombar dessas e de outras sensibilidades. Comentando a passagem sobre os fortes e os fracos da Igreja de Roma, Hendriksen menciona o que “os dois grupos – os fortes e os fracos – tinham em comum: os membros de cada grupo devem ser considerados como crentes genuínos (Rm 14.1-4, 6, 10, 13), cada grupo criticava o outro (14.3-4, 13)”, mas “cada grupo terá de prestar ao Senhor contas de si mesmo (14.11)”. É evidente que minha citação dessa passagem fará os chamados fracos em qualquer dos pontos mencionados saltar e afirmar que estamos falando de problemas diferentes. Tipicamente, a escolha de cada um é – na opinião dessa mesma pessoa – a escolha que todos deveriam fazer.

Se vamos, porém, ser fiéis à Escritura, teremos de recordar que Jesus não descartou a minuciosa contabilidade dos fariseus. O que ele fez foi restabelecer a ordem das prioridades. Os fariseus davam o dízimo de tudo, mas não se empolgavam com “os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé”. Daí o veredito inclusivo do Mestre: “devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Mt 23.23).

Séculos antes desse episódio, colocado diante de Deus em julgamento por sua rebeldia (Mq 6.1-2) o povo de Judá sugeriu que o próprio cumprimento das práticas cerimoniais parecia não estar satisfazendo as exigências divinas. Daí sua pergunta provocativa e insolente: “Com que me apresentarei ao Senhor e me inclinarei ante o Deus excelso?” (Mq 6.6). O que haveria de agradar um Deus tão exigente? O que ele quer, afinal? A resposta do Senhor dada pelo profeta ecoa ao longo dos séculos e chega até nós: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq 6.8).

Ao fim e ao cabo, mosquitos e camelos são ambos impuros. Jesus nos ensina o que é melhor para o povo de Deus.


Cláudio Marra

Passando fome com a comida na mão

Podemos até considerar esta frase como uma brincadeira sem sentido. Afinal, como imaginar alguém com fome e com a comida ao alcance das mãos? E como crer que tal pessoa não irá comer? Certamente está doente ou fraco demais para se alimentar sozinho. É inconcebível pensar que alguém morreria de fome nestas condições, não é mesmo?

Pois é exatamente o que está acontecendo neste instante com muita gente que, tendo a Palavra de Deus nas mãos, não se alimenta dela e cada vez fica mais fraco, espiritualmente vulnerável, exposto às artimanhas de Satanás e ao mundo.

Deus nos oferece sua Palavra como fonte inesgotável de alimento espiritual, algo que nos fortalece, nos exorta, ensina e nos prepara para toda boa obra em Jesus (2 Timóteo 3:16-17).

O Salmo 37:3 diz que devemos confiar no Senhor, contudo, sem deixar de nos alimentar da verdade. A fé desassociada da Palavra de Deus é algo vazio e temeroso. Afinal, tem como base parâmetro humano e não a vontade soberana de Deus conforme revelada nas Sagradas escrituras.

Alimentar-se da Palavra é também sinal de maturidade espiritual. Em Hebreus 5:13 podemos aprender isso: “…todo aquele que se alimenta de leite, é inexperiente na Palavra…”. Isto é, existem pessoas que se contentam em ouvir sobre um ou outro assunto bíblico, apenas o que foi dito por algum pregador, mas não vai à fonte, à própria Bíblia para conferir. Os bereanos após ouvirem os sermões do apóstolo Paulo, voltavam-se para a palavra e “examinavam as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim.” (Atos 17:11). Somente uma criança brincaria com a Palavra de Deus sem perceber o valor dela para o seu crescimento espiritual.

O profeta Jeremias diz assim acerca do valor de se alimentar com a Palavra: “Achadas as tuas palavras, logo as comi; as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração…” (Jeremias 15:16). Assim agem aqueles que se esforçam por alcançar uma maturidade espiritual saudável. São exatamente estes que reconhecem o valor e a necessidade de se alimentarem da Palavra.

Alimentar-se da Palavra não é uma questão de escolha, assim como alimentar o corpo também não o é. Quem não se alimenta fisicamente se enfraquece, adoece e está muito mais exposto às doenças. Muitos crentes estão numa destas condições. Ou estão doentes espiritualmente, contaminados com o pecado, distantes do Senhor e de sua Palavra, ou já estão por demais fracos para conseguirem se alimentar sozinhos.

Em ambos os casos a solução é a mesma. Retorne à Palavra, alimente-se dela e, se não pode fazê-lo sozinho, busque ajuda.

Lembre-se, a comida está à mão! Basta usá-la! Lembremos do que nos ensina Jesus em João 5:39: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim.”

Alimentemo-nos da Palavra! Deus nos abençoe!


Rev. Jonas Cândido Ferreira

Ele não está aqui…

..mas ressuscitou!

Já pensou? E se você fosse até uma cerimônia fúnebre e o morto não estivesse lá? Parece insano e sem sentido, mas é disso que estamos falando. A ressurreição é um ponto central do Evangelho, e não só isso, mas é também a marca da vitória de Cristo sobre a morte. Isso quer dizer, que nem a morte mais dá a última palavra sobre nós.

A obra da morte e da ressurreição do Filho não é apenas um evento histórico, mas é um evento espiritual. Nelas, fomos incluídos, morremos e ressurgimos juntamente com Jesus. A cruz nos trouxe a vida! “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor. Foi precisamente para esse fim que Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.” Romanos 14:7-9.

Jesus morreu e ressurgiu para que em nós fosse plantada a cura para o pecado. A Bíblia nos dá esta garantia: “Esteja absolutamente certo, pois, toda a casa de Israel de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” Atos 2:36.

Muitos líderes religiosos e políticos morreram e se tornaram lendas eternas no chão da história dos homens, foram grandes influenciadores, cunharam frases que marcaram a história e são vistos como grandes mestres de filosofias que ainda perduram pelos séculos. Mas há em Cristo uma qualidade que o difere, Ele ressurgiu da morte. Isso faz toda a diferença!

Somente o Filho de Deus legítimo pôde vencer a tão temida morte. Satanás pode aparecer como o messias em seus vários disfarces, e, no fim do mundo, se apresentará como benfeitor e filantropo; mas satanás jamais poderá aparecer com as cicatrizes nas mãos.

A obra da Cruz nos garantiu uma vida eterna com Ele, mas também nos proporciona uma vida mais abundante para esta experiência do aqui e agora, que é passageira e reduzida: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1Coríntios 15:19. Jesus nos deu condição de nos tornamos Filho dele para todo sempre.

A obra da Cruz não está disponível somente para alguns tipos de pessoas, mas todo aquele que desejar beber da fonte da vida, e que confessar o seu senhorio, pode vivenciar esta obra completa por meio de Cristo. Os seus Filhos estão em toda parte e testemunham dessa verdade da vida eterna. “Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça”. Atos 4:33.

Jesus é a esperança para os seres rasos que nos tornamos depois do pecado dos nossos pais Adão e Eva. Jesus é o caminho para todo aquele que ainda é vítima da morte. Jesus é a única solução para todos! A nossa fé não tem cadáver a mostra, mas por outro lado, é um esplendor de glória. Não precisamos mais nos subjugar a morte, ela foi derrotada, assim como os efeitos do pecado e também o inimigo de nossas almas. Jesus venceu! E por meio da cruz, vencemos com Ele. Glórias a cordeiro de Deus! Aleluia pela nova vida que nos foi dada!

Hoje podemos exultar: “O cordeiro está vivo e mora em mim para todo sempre! Amém!”


Murillo Leal

TOMANDO A DECISÃO DE ARRISCAR-SE

Irmãos, sigam unidos o meu exemplo e observem os que vivem de acordo com o padrão que lhes apresentamos. Pois, como já lhes disse repetidas vezes, e agora repito com lágrimas, há muitos que vivem como inimigos da cruz de Cristo. Quanto a estes, o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas. A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. – Filipenses 3:17-20

O QUE É A SUA VIDA?

Já falei aqui que o homem vive uma crise de masculinidade que a cada dia se agrava, o homem moderno na tentativa de minimizar  os problemas e o estresse está cada vez mais envolvendo-se menos com a vida, fingindo que assim os problemas da vida não o alcançam, ouço muito homens afirmarem que estão cansados e querem mais  segurança e  tranquilidade, por isso ficam tão inertes. O que há de tão perigoso em ficar parado sem fazer nada? Sem fazer aquilo que Deus tem nos chamado. Os relacionamentos que nunca aprofundam; As pessoas necessitadas às quais nunca serve – nem mesmo enxerga;
São as grandes orações que você nunca faz; Os pensamentos elevados que nunca tem; As aventuras em que nunca se envolve; São as corridas de que você nunca participa e as batalhas em que nunca luta;  As risadas que nunca dá e as lágrimas que nunca verte;

VOCÊ FOI FEITO PARA ALGO MAIS!
Não podemos ficar só sentados. A vida é curta demais para se jogar na retranca o tempo todo. Deus “chama“ pessoas comuns para tarefas específicas. O chamado de Deus acontece antes de nos arriscarmos.
Como Deus faz isso e o que significam para nós?

1. Chamado Inicial
Deus chama alguém para servi-lo e raras vezes  se dá ao trabalho de interromper o curso natural da vida de alguém para pedir-lhe que realize uma tarefa fácil. – Hb 11.32-38
Deus convida pessoas a se envolverem em atividades de alto risco. Deus quer nos usar, nos fazer crescer, que sejamos fortes, sábios e corajosos.  Não parece muito interessado em nos ver confortáveis.

 2. Resposta
Nessas narrativas de chamados, a pessoa a quem Deus chamou sempre dá sua resposta direto para ele. E a resposta na maioria das vezes é: Não sou capaz. Quase sempre a reação inicial é o medo.
Se houver um desafio à sua frente, que poderia levá-lo ao crescimento e ser útil para quem está a sua volta, mas você se descobre com medo de abraçá-lo, há uma chance muito boa de que Deus esteja nesse desafio.
Dê um passo à frente.

3. Renovação da confiança
Normalmente a reação ao chamado de Deus é de Resistência. Deus sabe que as pessoas se apavoram, de modo que lhes faz uma promessa. – Js 1.9  –  Jz 6.12
Deus não diz que vai arranjar outra pessoa. Esse tipo de promessa significa que nada de ruim acontecerá?  NÃO
A promessa é de que nada pode separá-lo do amor de Deus. Você pode sofrer. Pode se machucar. Pode morrer.
Jesus prometeu àqueles que o seguissem três coisas apenas:
Um Coração Feliz  –  Intrepidez absoluta   –   Uma vida metida em encrencas.
A maioria de nós se contenta com o cumprimento de das duas primeiras promessas.

4. Decisão
O que interessa de verdade quando Deus nos chama para fazer alguma coisa não é se nós nos sentimos ou não inadequados.
Nós somos inadequados.
Por isso Deus promete ir conosco.  O que importa é sua decisão.  Só pessoas que dizem sim ao desafio, à necessidade premente e ao risco vivem de fato em plenitude. Deus faz o chamado; nós arriscamos; nós agimos.

5. Vida Transformada
Toda vez que alguém diz sim para Deus, o mundo se transforma um pouco. – At 4.13
Toda vez que você diz não para Deus – você se transforma um pouco.  Seu coração torna-se um pouco mais duro. Seu espírito morre um pouco.  Seu vício em conforto se fortalece um pouco. Todos nós gostaríamos de ser pessoas de fé, mas preferiríamos a antecipação de uma garantia.
Onde é possível provar, é impossível ter fé
Serei mais generoso, Deus, desde que o Senhor aumente minha renda primeiro. A fé funciona ao contrário disso. – Js 3.13
O fato do resultado ser desconhecido dá coragem, esperança e sentido às coisas.

A vida pode ser mais do que uma repetição dos problemas

Viver é mais do que sobreviver. Apesar de não pensarmos no que realmente significa viver, a nossa vida precisa acontecer. E nada dá mais sentido a nossa caminhada que ser cheio de sabedoria.

O livro de Eclesiastes é um livro rico de cuidados e pequenos insights de um rei próspero e sábio de Israel. A Bíblia conta que, como esse rei, nenhum outro alcançou tamanha sabedoria e repercussão de conhecimento no mundo conhecido da época.
Contexto familiar

Salomão, filho do Rei Davi, é alguém digno de nota ao se falar da Bíblia Sagrada e do que ela pode fazer na história de alguém. Muitos de nós, acreditamos que uma história de sucesso é construída em uma subida constante e uniforme até o seu ápice. Talvez conheçamos pessoas que tenham sido preparadas desde sempre para carreiras fenomenais, acima da média, mas esse não foi o caso de Salomão.

Salomão foi alguém que teve teve uma história de vida, provavelmente, marcada pela sombra do pai. Imagine a comparação e o paradigma de sucesso para alguém que teve como pai Davi, que, provavelmente, foi o maior conquistador de terras para Israel, o maior guerreiro, o maior homem com coragem na presença de Deus, tanto de desnudar o seu coração quanto de buscar graça e misericórdia da parte do Pai.

Davi matou Golias, venceu guerras e governou o povo ao ponto de eles perceberem com frequência a presença de Deus no meio deles, mas nem tudo são glórias. Davi teve seu currículo manchado. Sua história gloriosa foi marcada por um grande de adultério com a mulher de Urias, Bate-Seba. Davi, rei glorioso, homem duvidoso.

Bate-Seba, segundo estudiosos, era tratada como prostituta no palácio. Os guardas a desrespeitavam, as funcionárias não a olhavam nos olhos. Os criados duvidavam da sua idoneidade.

Salomão foi o segundo filho desse casal. Sua mãe era tratada como prostituta, e seu pai, considerado herói, mas alguém que tinha seus escorregões conhecidos por todos ao seu redor.
Insights sobre sabedoria

No meio disso tudo, Salomão, ao falar da sua vida e pedir ao Senhor algo que o acompanhasse em seu mandato como rei, defendeu que queria sabedoria. Talvez para não cometer os mesmos erros que o pai ou, então, para não ser colocado em xeque, tendo em vista a reputação da mãe. Salomão pediu sabedoria para saber lidar com as dificuldades de um povo grande e numeroso, as discussões acaloradas e dificuldades reais do reinado.

A Bíblia conta que o Senhor agradou-se do pedido de Salomão e concedeu-o. O rei sábio de Israel ensina-nos algumas coisas com relação à sabedoria para nossa vida. Eu gostaria de compartilhar algumas delas com vocês:

Precisamos de sabedoria para saber que Deus pode transformar pontos de exclamação em reticências. Longe de julgamentos, a fé cristã é a fé do perdão. Os erros do passado de Salomão já não eram determinantes para a vida dele, mas abriu-se uma nova realidade de vida para o rei, tendo em vista que ele mesmo entendeu que a sua história carecia de uma intervenção divina.

A única sentença que nós nunca conseguiremos mudar é: “Está consumado”. Jesus pagou o preço do nosso passado, possibilitando uma vida de obediência a Deus pela fé. Você não precisa culpar mais seu passado, independentemente do que Ele signifique pra você.

Precisamos de sabedoria para entender que o perdão aplica-se aos nossos irmãos. Longe de sermos pessoas que recorrem ao perdão sem estendê-lo, perdoamos aos nossos irmãos na medida em que o Pai nos perdoa, e o Pai nos perdoa na medida em que perdoamos.

A graça de Deus faz questão de nos nivelar por baixo, levando-nos a perceber que nós e qualquer outro ser humano carecemos do perdão na mesma intensidade. Deus nos livre de sermos tolos e nos considerarmos mais que o mais indigno dos homens.

Por último, precisamos de sabedoria para olhar para a vida com coragem. Longe de sermos pessimistas, tudo é vaidade. Longe de sermos otimistas, tudo é vaidade. O valor agregado às coisas está empregado na simplicidade delas mesmas, no reconhecimento de que há valor em coisas diferentes do preço que elas carregam.

Precisamos de coragem para viver, pois a vida sem coragem de investigar as coisas com mais profundidade torna-se uma mera repetição. Com coragem de aprofundar as nossas concepções, olharemos mais profundamente para nossas crises e razões existenciais e viveremos com mais significado.

Para não temermos o vale da sombra e da morte, precisaremos enfrentá-lo. E essa é uma caminhada que, com sabedoria, reconheceremos não estarmos sozinhos

Que Deus nos ajude e que o Espírito nos conceda sabedoria, em nome de Jesus!


Mateus Machado – minhavidacrista.com

Amor ao extremo

“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.” (João 10:17-18)

Por que Jesus diz isso? Por que ele enfatiza sua voluntariedade em morrer? Porque se isso não fosse verdade — se sua morte fosse forçada a ele, se não fosse livre, se seu coração não estivesse de fato nisso — então uma grande interrogação seria colocada sobre seu amor por nós.

A profundidade de seu amor está em sua liberdade. Se ele não morreu por nós voluntariamente — se ele não escolheu o sofrimento e o abraçou — então quão grande é seu amor realmente? Então ele enfatiza isso. Ele deixa explícito. Isso vem de mim, não das circunstâncias, não de pressão, mas do que eu realmente anseio fazer.

Jesus está enfatizando para nós que seu amor por nós é gratuito. Ele parece ouvir alguma calúnia inimiga dizendo: “Jesus não ama a você de verdade. Ele é um mercenário. Ele entrou nessa por outra razão que não amor. Ele está sob algum tipo de obrigação ou compulsão externa. Ele não quer realmente morrer por você. Ele apenas de alguma maneira acabou entrando nessa tarefa e tem de se submeter às forças que o controlam.” Jesus parece ouvir ou antecipar algo assim. E ele responde: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” Ele está pressionando nesse ponto para ver se creremos em seu protesto de amor, ou se creremos no oposto — que seu coração não está realmente nisso.

Qualquer um que faz uma afirmação como essa está mentalmente perturbado, mentindo, ou é Deus. Eu tenho autoridade de dentro da morte, como um homem morto, de tomar minha vida de volta quanto eu quiser. Agora qual é o ponto aqui? Bem, o que é mais difícil? Controlar o momento de sua morte, ou dar a si mesmo vida novamente quando já morto? O que é mais difícil? Dizer “eu entrego minha vida por minha própria iniciativa,” ou dizer “eu tomarei minha vida de volta depois que estiver morto”?

A resposta é óbvia. E esse é o ponto. Se Jesus podia tomar — e tomou — sua vida de volta da morte, então ele de fato estava livre. Se ele controlou o momento em que saiu da sepultura, ele certamente controlou o momento em que ele foi para a sepultura.

Então eis o ponto. A ressurreição de Jesus é dada a nós como a confirmação ou a evidência de que ele estava, de fato, livre ao entregar sua vida. E então a ressurreição é o testemunho de Cristo quanto à liberdade de seu amor.

O Significado da Páscoa

De todas as grandes coisas que a Páscoa significa, ela também significa isso: é um grande “Eu quis fazer isso!” por trás da morte de Cristo. Eu quis fazer isso! Eu estava livre. Você vê o quão livre eu estou? Você vê quanto poder e autoridade eu tenho? Eu era capaz de evitá-la. Eu tenho o poder de tomar minha vida e voltar da sepultura. Então, como eu não conseguiria devastar meus inimigos e escapar da cruz?

Minha ressurreição é um brado sobre meu amor por minhas ovelhas: Eu era livre! Eu era livre! Eu escolhi isso. Eu abracei isso. Eu não fui capturado. Eu não fui encurralado. Nada pode me obrigar a fazer o que eu não escolho fazer. Eu tinha poder para tomar minha vida de volta da morte. Quão mais, então, eu poderia evitar meu encontro com a morte!

Eu estou vivo para mostrar a você que eu realmente amei você. Eu amei você livremente. Ninguém me forçou a fazê-lo. E agora estou livre para passar a eternidade amando você com um amor onipotente de ressurreição para sempre e sempre.

Vinde a mim, vós todos pecadores que necessitam de um Salvador. E eu os perdoarei, os aceitarei, e os amarei de todo o meu coração para todo sempre


John Piper

As “mentiras cristãs”que você acredita – 1º de abril

É bastante comum a gente considerar as mentiras que nós contamos, bem menos ofensivas que as mentiras que as pessoas nos contam.

É característica nossa, de todo ser humano, que se propor a ser sincero com a sua humanidade, que a gente leva a mentira como uma brincadeirinha. A mentira convive conosco como uma ferramenta, um artefato possível, que obviamente, nos libera de problemas e constrangimentos que passamos se formos ser sinceros.

Nós utilizamos tanto as mentiras que não conseguimos nem mesmos ser sinceros conosco mesmos. A gente tenta se livrar do que sente, do que pensa e das emoções que emergem. Nos preocupamos com a opinião que as pessoas terão ao nosso respeito, o que os outros pensarão, os papéis que temos de dar conta, as crises de nossa idade, os sonhos que muitas vezes, professamos mas nem são mesmos nossos, mas heranças de nossos pais e nossas mães.

E para mim, ao pensar sobre os aspectos da fé, penso que temos um tanto grande de mentiras envolvendo o significado do evangelho, da conversão e eu gostaria de pontuar algumas mentiras que o nos contaram sobre a nossa fé.

Mentira 1 – A vida de fé é uma vida sem erros.

Essa mentira é tão absurda que ao ler a Bíblia, do Gênesis ao Apocalipse nós vamos ver pessoas cometendo erros e desobedecendo a Deus. Abraão, Sara, Sansão, Moisés, Davi, Raabe, Joquebede, e tantos outras pessoas de Deus, passaram por situações onde a sua fé poderia ser questionada, mas podemos afirmar, que as crises de fé desses irmãos só nos mostram que Deus não é alguém que se afasta na crise, mas se aproxima.

Mentira 2 – Você precisa mudar sua vestimenta para ser de profeta

Isaías (20:3) andou pelado por 3 anos. A vergonha de Isaías ficou exposta para que o Senhor demonstrasse ao povo de Israel como os que confiavam em povos que o Senhor não gostaria ficariam. O poder profético está em quem se é diante de Deus.

Mentira 3 – Ir a Igreja e consumir religião basta

Acreditamos que frequentar um templo (Atos 17:24) e consumir a religião proposta (João 2:12-25) é o que nos fará sermos mais ou menos cristãos. Essa é uma mentira que muitos acreditam por anos e anos. Junto com ela, existe um perigo ainda maior que é você acrrditar que então por causa dessa liberdade não precisa de uma igreja (Salmo 133 / 1 Pedro 2:4-10). Se é verdade que você não precisa de reuniões religiosas, tão verdade quanto é que você não é igreja sozinho. Igreja é a família de Deus (Efésios 2:11-22), e ou você é parte desse coletivo, ou apenas um filho fugitivo da família do Pai.

Mentira 4 – Você precisa fazer sacrifícios.

É verdade que o relacionamento com Jesus te levará a um número bastante grande de decisões sérias a serem tomadas. Mas de verdade, isso não tem a ver com salvação, a salvação é um preço na cruz. Veja, somos salvos pela graça de Deus, pela fé que depositamos em Jesus, o que passar disso é encheção de saco (Efésios 2:8-10).

Mentira 5 – Oração é a chave da vitória.

Mentira, oração é relação íntima (Mateus 6:5-6). Não oramos para pedir coisas, mas para estarmos diante de Deus, com nosso coração derramado, situação que só conseguimos num ambiente de intimidade e confiança, visto que temos uma imensa dificuldade de ser sinceros com quem vemos, imagina com quem não vemos?
Mentira 6 – Aquela história de abandonar as coisas do mundo.

Foi da boca do próprio Deus que o homem recebeu a ordenança de cuidar da Terra (Gênesis 1:26-28). Sim, a queda muda muita coisa, mas a cruz é maior do que a queda, e em Cristo temos a possibilidade de viver a vontade de Deus para nós novamente.

Mentira 7 – Você não pode estudar as coisas de Deus.

Cada um sabe onde seu calo aperta. Sabe o nível de discussão e aprofundamento da fé, e as condições que ele mesmo tem para isso. Obviamente, nem todos estão preparados para estudos muito elaborados, mas a proibição é limitação, e em Cristo tudo foi reconcilado (João 3:17). Assim, não devemos ter medo de estudar, mas ter a consciência de enxergar a Cristo em tudo o quanto nos propusermos a estudar, levando a nossa mente cativa no Senhor (2 Coríntios 10:4-5), para podermos experimentar a boa perfeita e agradável vontade Dele em nós, nos nossos corpos e na vida cotidiana que é o verdadeiro culto racional (Romanos 12:1-2).

Mentira 8 – A vida com Deus é prerrogativa de benefícios.

Ah, não é né. Não sei nem como comentar bem essa aqui. Deus é o cara que te pedirá tudo, mas no nada te dará alegrias intensas (Atos 5:41-42).

Mentira 9 – Você se tornará alienado.

Duas coisas bem diferentes é alienação e esperançoso. Alienado é aquele que não conversa com a realidade. Esperançoso é aquele que inunda o nosso coração com a alegria da vida. O pessoal do evangelho acredita na vida leve (Mateus 11:28-30), na vida em abundância (João 10:10). Essa é a diferença.


Retirada do site minha vida cristã